Nome de utilizador:
Palavra-passe:
(Fechar)(Recuperar palavra-passe)

Autor: Tiago on_line         Data de Publicação: 24Jul2007 02:00:00         Comentários: 0        Ler na origem: http://ultramegatiaguinho.blogtok.com/
Supergirl em Smallville

O canal CW disponibilizou a primeira imagem de Laura Vandervoort como Supergirl que irá estrear na sétima temporada de Smallville. No seriado, seu nome é Kara, tem 19 anos, é filha de Zor-El irmão de Jor-El. Kara tem todos os poderes de Clark e um que ele ainda não tem: a capacidade de voar. Ela ainda terá um romance com Jimmy Olsen. Rebelde, sempre estará em conflito com o primo. A nova temporada estréia em setembro.

Nos quadrinhos, Supergirl acabou se tornando num veículo para idéias antibíblicas (não sei se Smallville, que introduziu conceitos ocultistas por meio da personagem Lana, seguirá a concepção dos quadrinhos). A primeira Supergirl, chamada Kara Zor-El, surgiu em 1959, na revista Action Comics. Sua origem é similar à de seu primo Kal-El. Nascida em Argo City – que sobreviveu à explosão do planeta Krypton ao ser lançada no espaço – Kara foi enviada à Terra pouco antes da destruição de sua cidade natal. Em seu novo mundo, recebeu a identidade de Linda Danvers e foi criada por uma família adotiva, exatamente como seu primo.

Tempos depois, numa reformulação geral do universo dos personagens da DC, a Supergirl é morta, passando o Superman a ser o único kryptoniano vivo. Mas Supergirl era uma personagem vendável, e logo foi recriada, agora como uma misteriosa entidade com corpo de protomatéria (seja lá o que isso signifique), vinda de outra dimensão. Essa estranha Supergirl fica vagando pela Terra, sem identidade, sem lembrança de seu mundo de origem, sem propósito na vida e com pouquíssimos laços afetivos. Mas tentando ajudar as pessoas, como faz o Superman, no gibi.

Linda Danvers agora é uma adolescente problemática, sem fé na vida, filha de um policial e de uma religiosa. Sua maior obsessão é a Supergirl. Aproveitando-se da falta de fé de Linda, um demônio chamado Buzz tenta seduzi-la a ingressar num culto satânico, com o único objetivo de sacrificá-la para conjurar uma entidade conhecida como Lorde Chakat. Preocupados com o sumiço da filha e conhecendo sua obsessão pela Supergirl, os pais de Linda tentam entrar em contato com a heroína.

Quando a Supergirl atende o chamado e chega ao local do culto, é tarde. Linda já havia sido sacrificada por Buzz. Para salvá-la, Supergirl é obrigada a mesclar seu corpo de protomatéria ao da adolescente. E as duas passam a ser uma só. Como efeito colateral dessa fusão, a nova Supergirl – agora também conhecida como Anjo Terrestre – ganha poderes como asas flamejantes, a capacidade de gerar chamas e a habilidade de se teleportar para qualquer lugar onde já tenha estado.

Com o tempo, Supergirl descobre que, em sua forma pura como Anjo Terrestre, faz parte de uma “trindade sagrada”, que representa a “essência feminina de Deus” (vá prestando atenção aos termos). Ela é o Anjo do Fogo, e, junto com os anjos da Luz e do Amor, tem a missão de preservar o equilíbrio no mundo. A contrapartida, porém, é assustadora: se deixar sua natureza humana agir e se tornar má, será condenada ao fogo eterno.

Ao longo das histórias, os leitores ficam sabendo que o demônio Buzz deseja a jovem Supergirl; aparece uma “mãe demônio” chamada Lilith; fadas; inferno; e muita, muita confusão. (Mais um detalhe: um pouco atrás dissemos que a Europa deu um cunho erótico aos quadrinhos, tendência que aflorou no mercado moderno dos comics. Com a Supergirl não é diferente. A capa vermelha e o “s” estampado no uniforme ainda estão lá, mas o que a versão atual da supermoça veste agora é uma minissaia e uma miniblusa justíssimas, e nada disso surpreende mais.)

Foi-se o tempo em que a única preocupação dos kryptonianos era a kryptonita. Onde está a sutileza? Foi para o espaço! Satanás se diverte, introduzindo conceitos bizarros na mente das crianças e dos adolescentes. E os pais, acostumados a antigos personagens como Superman, Batman e Mulher Maravilha, acham que as coisas ainda são como há algumas décadas, ignorando, muitas vezes, o que os filhos andam lendo. Não há dúvida de que a nova geração está sendo preparada para o desfecho do grande conflito, quando a “operação do erro” chegará ao seu ápice.

(Com informações do livro Nos Bastidores da Mídia)
Mais de Internet
© 2018. Todos os direitos reservados | Política de privacidade | Contactos | Tecnologia Nacional [PT]