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Autor: Xavier Silva         Data de Publicação: 12Set2017 19:27:35         Comentários: 0        Ler na origem: http://acordem.com/
O Islão “amigo-da-família” chega à Europa

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“Se quiserem ver a face da Europa daqui a 100 anos, salvo um milagre, olhem para as faces dos jovens imigrantes muçulmanos.” Quem o disse foi o Arcebispo de Filadélfia, Charles Chaput, numa conferência recente no Napa Institute.
 
“O Islão tem futuro porque o Islão acredita em filhos”, afirmou ele. “Sem uma fé transcendente que faça com que a vida valha a pena ser vivida, não há razão para ter filhos”.
 
Vamos deter-nos aqui um pouco para uma pequena análise. A primeira coisa que merece ser examinada é o prazo. Daqui a cem anos é 2117. A maioria de nós já cá não estará, pelo que para muitos este assunto parecerá menos urgente do que, talvez, o Arcebispo Chaput gostaria que fosse. Uma série de observadores do cenário europeu — Thilo Sarrazin, Douglas Murray, Bruce Bawer e Mark Steyn — estimam que grandes partes da Europa sejam islâmicas dentro de três ou quatro décadas. E se ao vaguear entrassem por engano nas zonas não recomendáveis que rodeiam Paris, pensariam que as “faces dos jovens imigrantes muçulmanos” já são a face da Europa.
 
Prazos aparte, o Arcebispo Chaput está basicamente certo quanto ao rumo que a Europa está a seguir. E ele tem razão quando diz que muita da culpa é de todos aqueles europeus que estão relutantes em ter filhos. A Europa está a morrer, diz ele, porque não há europeus em número suficiente que apostem no futuro.
 
Alguns dos aspetos que ele foca, contudo, poderão ser mal interpretados. E devido ao atual clima na Igreja, muitos católicos poderão tirar as conclusões erradas das suas observações. “O Islão tem futuro porque o Islão acredita em filhos”, afirma ele. Além disso, “sem uma fé transcendente que faça com que a vida valha a pena ser vivida, não há razão para ter filhos”.
 
O erro — o erro fatal, efetivamente — que muitos católicos fazem é um pressuposto duplo: primeiro, que os muçulmanos acreditam em filhos da mesma forma que os católicos; e, segundo, que a “fé transcendente” dos muçulmanos é semelhante à fé transcendente dos católicos. De facto, desde o Vaticano II, os católicos têm vindo a ser bombardeados com a ideia de que o Islão e o Catolicismo têm muito em comum. Por exemplo, o documento Nostra Aetate do Vaticano II realça as semelhanças entre as duas fés e escamoteia as diferenças.
 
Mas se assim é — se os muçulmanos partilham mais ou menos a mesma visão sobre filhos e transcendência dos católicos — então não há necessidade de nos preocuparmos demasiado sobre o futuro da Europa. Até seria possível argumentar que a Europa estaria melhor nas mãos de um povo temente a Deus, cheio de fé e centrado na família do que nas mãos dos secularistas pós-cristãos que atualmente detêm o poder.
 
Não acho que seja isso que o Arcebispo Chaput pensava. Noutra parte da sua conversa, ele diz aos jovens para “se amarem, casarem, manterem-se fieis um ao outro, terem muitos filhos e educarem os seus filhos para serem homens e mulheres de caráter cristão”. Mesmo assim, para um católico com uma certa mentalidade universalista, palavras como “caráter cristão” e “caráter islâmico” são praticamente intermutáveis, o mesmo se aplicando a termos como “valores de família cristãos” e “valores de família muçulmanos”. Assim, por uma questão de clareza, vamos analisar mais atentamente os valores de família islâmicos e testar a tese da semelhança.
 
Um bom ponto para começar é o novo livro de Nonie Darwish, "Wholly Different", um exame dos valores cristãos e dos valores islâmicos. Darwish viveu durante trinta anos no Egito antes de vir para a América e de se converter, eventualmente, ao Cristianismo. Assim, para parafrasear a canção de Joni Mitchell, “ela já examinou a fé de ambos os lados”.
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Darwish confirma que o “Islão acredita em filhos”, mas não, como ela observa, pelo mesmo motivo que os cristãos acreditam em filhos. “No Islão”, escreve ela, “depois de acreditar em Alá, a prioridade número um para um crente muçulmano não é a família; é a jihad”. Assim, “em vários hadiths, Maomé realçou que os seus combatentes deviam ‘casar com mulheres que sejam prolíficas’ para que os muçulmanos ultrapassem em número os seus inimigos”.
 

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Outros líderes muçulmanos disseram coisas semelhantes. O presidente da OLP, Yasser Arafat, vangloriou-se de que “o útero da mulher árabe é a minha arma mais forte”. O Ayatollah Khomeini era da mesma opinião. “Um regime islâmico tem de ser sério em todos os domínios”, afirmou ele, “…incluindo o domínio da reprodução. Mais muçulmanos significa mais poder. Mais muçulmanos significa mais soldados." Khomeini praticava o que pregava e durante a sua guerra com o Iraque sacrificou as vidas de dezenas de milhares de crianças-soldados, chegando mesmo a utilizá-las para limpar campos de minas com os seus corpos.
 
A visão cristã das crianças é que elas são preciosas aos olhos de Deus — importantes em si mesmas e não apenas como carne para canhões e minas inimigas. A visão islâmica, pelo contrário, é utilitária. As crianças são importantes porque servem a jihad. Estou a dizer que todos os muçulmanos pensam desta maneira? Claro que não. Mas observar que muitos muçulmanos conseguem colocar-se acima desta visão limitada dos seus descendentes não prova nada sobre o Islão, diz-nos simplesmente que os muçulmanos são humanos.
 
O amor não está ausente nas famílias muçulmanas, mas, segundo Darwish, a honra da família é um valor muito mais importante do que o amor. Uma filha muçulmana que não se vista de forma apropriada ou que mantenha a companhia errada arrisca-se a ser espancada ou mesmo morta pelo pecado de lançar vergonha sobre a honra da família. Uma esposa ou mãe muçulmana corre o mesmo risco. No filme "O apedrejamento de Soraya M", baseado numa história verdadeira, é o pai e os filhos que atiram as primeiras pedras.



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Cena do filme "O apedrejamento de Soraya M"
 

Inversamente, um rapaz ou rapariga muçulmanos que sejam muçulmanos cumpridores trazem honra para a família. Infelizmente, de acordo com Darwish, o ato de adoração mais sagrado do Islão é o martírio jihadista. Em conformidade, existe um forte incentivo para que uma família muçulmana eduque um mártir porque o seu sacrifício contribuirá largamente para a honra da família. Tal ajuda a explicar a propensão palestiniana para treinar as crianças no sentido de que o martírio (alcançado de preferência matando judeus) é o apelo mais elevado da vida. “O meu filho bombista suicida” é o equivalente palestiniano de “o meu filho médico”.
 
Assim, poderá não ser sensato para os católicos sentirem-se confortados com a afirmação de Chaput de que “o Islão tem futuro porque o Islão acredita em filhos”. O Islão também acredita que uma das formas mais seguras de alcançar o paraíso consiste em ceifar as vidas dos infiéis. Quando a mãe de Omar al-Abed, de 19 anos, soube que o filho tinha morto três membros de uma família israelita e ferido um quarto, exclamou: “Louvado seja Alá. Estou orgulhosa do meu filho. Que Alá esteja satisfeito com ele.”
 
Se está tentado a pensar que isto é uma aberração, considere que a mãe de Omar tem um motivo adicional para estar orgulhosa do filho. Tal como disse um escritor:
 
    Ao abrigo do programa da Autoridade Palestiniana para pagar a quem comete ataques terroristas — por vezes designado programa “Pagar-para-Matar”— a família al-Abed irá, alegadamente, receber um montante mensal superior a $3.100 do governo palestiniano, a título perpétuo, como forma de “agradecimento” pelos assassínios da semana passada.
 
Isto traz-nos de volta ao comentário do Arcebispo Chaput sobre a importância de “uma fé transcendente que faça com que a vida valha a pena ser vivida”. Todas as fés transcendentes são criadas iguais — ou há grandes diferenças? Práticas como honrar a violência e o programa “pagar-para-matar” sugerem que o Deus transcendente do Islão não é exatamente a mesma pessoa do que o Deus transcendente dos cristãos. Para começar, não é pai. De facto, a ideia de que Deus é pai é abominável para o Islão oficial. E aqueles que dizem que Deus tem um filho são considerados amaldiçoados. O problema é que, se não existe um Pai Celeste, não existe um modelo eterno de misericórdia, amor e compromisso para os pais terrestres seguirem. Parece que as famílias disfuncionais são o preço que os muçulmanos pagam pela visão atenuada que o islão tem do transcendente.
 
No seu próprio interesse e no interesse dos seus filhos, os católicos têm de ultrapassar a ideia de que o Islão e o Catolicismo partilham os mesmos valores essenciais. O Islão pertence supostamente à tradição abraâmica da fé, mas, segundo essa tradição, Deus impediu Abraão de sacrificar o seu filho. Mas na tradição islâmica, os pais podem sacrificar as filhas no interesse da honra da família ou sacrificar os filhos no interesse da jihad — tudo com a confiança de que Alá ficará muito satisfeito.
 
E quanto aos filhos e filhas de infiéis? Não espere um futuro brilhante para eles quando “as faces dos jovens migrantes muçulmanos” se tornarem a face da Europa. E não conte que tem cem anos para se preparar para essa transformação facial.
 
Artigo original: edição de 1  Ago 2017 de Crisis e TurningPointProject
 
https://www.lifesitenews.com/opinion/family-friendly-islam-comes-to-europe

 
 
 
 
 

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