Autor: Xavier Silva Data de Publicação: 07Ago2013 17:42:34 Comentários: 0 Ler na origem:http://acordem.com/
Governo dos EUA em guerra contra os que relatam a verdade: Alex Jones
Já passaram quase cinco meses desde que o ativista pela liberdade Aaron Schwartz foi encontrado enforcado no seu apartamento, em Nova Iorque. Agora a noiva diz que não estava nada deprimido nos dias que antecederam a sua morte misteriosa. Numa entrevista para o semanário britânico “The Observer”, Theron Stein Buckman Hoffman diz que Schwartz tinha pedido a sua noiva em casamento um mês antes de morrer.
Hoffman disse que Schwartz sempre foi ambíguo sobre o casamento durante o seu namoro de 18 meses e no rescaldo da sua morte Hoffman, disse que a noiva falava de uma acusação injusta que colocou uma pressão intolerável sobre o homem que ela amava. Schwartz enfrentava um processo criminal por uma suposta fraude informática e download de milhões de documentos de material académico. Por isso, previa-se que Schwartz teria de pagar um milhão de dólares em multas e a cumprir até 35 anos de prisão. Schwartz era um crítico da denominada "lista de morte" do presidente dos EUA, Barack Obama. Em entrevista ao Russia Today, ele até tinha criticado os EUA e Israel pela sua guerra cibernética contra o Irão. Bem, junta-se agora a nós a partir de Austin, Alex Jones do Infowars.com para aprofundar mais este assunto. Sr. Jones, muito obrigado por se juntar a nós na Press TV. Bom, é um facto conhecido que Schwartz era crítico do governo de Obama e das políticas americanas, especialmente a “lista da morte” e a sua morte ainda está envolta em mistério. Em 1º lugar, qual é a sua opinião sobre isto?
Bem, ele estava a dizer abertamente – peço desculpa, mas estou num aeroporto neste momento – que ia lutar contra as acusações, porque eram fraudulentas; que ia ganhar o processo e por isso acredito que provavelmente o mataram, não que o assediaram até que ele cometesse suicídio – eles poderiam enforcar-me na minha casa e dizer que eu tinha cometido suicídio. Este é um precedente muito perigoso. Um dos amigos dos supostos bode-expiatórios do atentado bombista de Boston disse que pensava que tinha sido o governo a fazer o atentado e foi baleado na parte superior da cabeça pelo FBI, durante um interrogatório. Na América dos dias de hoje não temos um juiz, um júri ou um julgamento; o FBI aparece lá em casa e enforca-te ou dá-te um tiro na cabeça. E não há dúvidas – eu conheço pessoas que conheciam Schwartz; também conheço pessoas que estão a falar oficiosamente sobre os irmãos do ataque bombista de Boston e não há dúvidas, a partir das suas investigações, que toda essa coisa foi um evento encenado.
No início de maio, um tribunal nos EUA alinhou com o Ministério Público para manter em segredo as provas no caso contra Schwartz, acerca do download ilegal de informações do MIT (Massachusetts Institute of Technology) e de outras redes, por assim dizer. Isso levanta a questão sobre o que é que eles querem esconder?
Bem, o Aaron Schwartz estava perante 35 anos de prisão basicamente por descarregar coisas da biblioteca do MIT. A maioria deste material tinha 30, 40, 50 anos de antiguidade. Eles estavam a persegui-lo, porque ele era um líder nos movimentos de base para a liberdade na Internet, aqui nos Estados Unidos. E ele era contra as grandes empresas que estão a criar uma espécie de “empresocracia” que, nas palavras da CNET News, a CBS news tem um estilo chinês, um estilo comunista, um estilo russo de censura sobre a internet. Então, o que acontecia era que ele era contra a censura do governo na web, pelo que o governo basicamente o assediou e perseguiu, condenando-o a 35 anos de prisão por algo que seria o equivalente a atravessar a rua fora da passadeira. Eles disseram depois que ele tinha cometido suicídio, mas eu não acredito nisso. Conheço vencedores do Prémio Pulitzer como Gary Webb, que denunciou o tráfico de drogas da CIA, que me disse que estava a ser seguido e que estava na iminência de publicar um livro importante e ele foi baleado duas vezes na cabeça. Por isso, na minha opinião e na minha investigação, a coisa vai além deles o perseguirem [Schwartz] até ele cometer suicídio. Eu acredito que forças clandestinas, talvez até mesmo forças empresariais que querem esta rede de espionagem cibernética de 100 bilhões de dólares por ano, tenha morto Aaron Schwartz.
Mr. Jones, muito rapidamente, se puder, vamos agora assistir ao julgamento de Bradley Manning, que terá início em breve. Este é um momento que muitos se questionam qual é o futuro de pessoas como Schwartz nos EUA?
Bem, o seu futuro é a morte, a menos que todos nós estivermos unidos. Temos repórteres da linha da frente a fazer entrevistas a pessoas do Departamento de Estado sobre questões como a Coreia do Norte, que nem sequer é informação secreta, e que estão a ser presas; as pessoas do Departamento de Estado e os jornalistas. Portanto, esta é uma perseguição contra a verdadeira imprensa e contra a consciência da América. A América está cheia de pessoas boas e com moral, mas temos sido muito, muito ingénuos sobre a forma como os globalistas são corruptos. E as pessoas estão agora a acordar; eles estão a tentar perseguir a imprensa e os denunciantes. Existe uma guerra em curso contra os que relatam a verdade e as pessoas com consciência na América. Mas para acabar digo apenas isto - acredito que a perseguição dos denunciantes, a perseguição das pessoas do governo, e a perseguição da imprensa já saiu pela culatra. As pessoas já ultrapassaram os seus medos e assistiremos ao surgimento de muitos mais denunciantes.
Ok, vamos terminar aqui. Foi Alex Jones do Infowars.com que se juntou a nós a partir de Austin. E temos muitas coisas para comentar aqui na Press TV.