Ajuda humanitária em criseFrança, Alemanha e Japão são alguns dos maus alunos na questão de ajuda ao desenvolvimento, no momento em que a crise torna mais necessária a ajuda aos países mais pobres, segundo dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Desde 2004, a ajuda aos países em desenvolvimento subiu 35%, alcançando "níveis recorde", segundo um estudo divulgado pela OCDE na quarta-feira em Paris. Mas o valor final será "menor que a ajuda prometida pelos principais doadores do mundo há cinco anos" durante a conferência do G8 de Gleneagles (Escócia), estimou a organização, que reúne as 31 economias mais desenvolvidas.
Os 15 países que são ao mesmo tempo membros da União Européia e do Comitê de Ajuda ao Desenvolvimento da OCDE se comprometeram a alcançar um nível de ajuda pública de 0,51% de seu Produto Interno Bruto (PIB). Esse objetivo não foi respeitado pela França (0,46%), Alemanha (0,40%), Áustria (0,36%), Portugal (0,34%), Grécia (0,21%) e Itália (0,20%).
Da mesma forma, o Japão parece não cumprir com suas promessas.
Este ano, US$ 107,401 bilhões procedentes dos países mais desenvolvidos serão disponibilizados na forma de ajuda aos mais desfavorecidos. A quantia, porém, é US$ 21 bilhões menor que a prometido há cinco anos. Em 2005, o mundo vivia o ápice dos gastos exagerados. Foi o período na quais os executivos de grandes empresas e banqueiros lucraram mais. A crise surgiu nesta ‘bola de neve’ a base do sistema da ganância, na qual os salários destes foram super inflacionados. Agora, como alternativa, os países que outrora se comprometeram em ajudar os subdesenvolvidos, não podem cumprir com suas promessas iniciais. E a culpa sobra para a crise e não para a irresponsabilidade daqueles que, outrora, superfaturaram e hoje desfrutam de relativa abonança nos dias atuais. No fim das contas, quem paga são os pobres. Não é cruel?
Enquanto isso, pelo mundo ...
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) suspeita que o Irã esteja fabricando mísseis nucleares. A desconfiança teria sido relatada em um documento secreto elaborado pela agência da ONU que vazou para a imprensa internacional. De acordo com reportagem do Estado, o estudo relata ter “vastas e confiáveis informações” sobre o suposto programa nuclear iraniano. “Elas causam preocupação sobre a existência, no passado e no presente, de atividades nucleares sigilosas com objetivo de desenvolver uma carga nuclear para mísseis”, diz o documento. Caso a suspeita seja confirmada, a acusação provaria que o programa nuclear iraniano tem fins militares, diferentemente do que assegura Teerã.
Dilplomacia ou oportunismo? Lula confirma visita ao Irã
A Presidência da República confirmou ontem a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Irã. Marcada para o dia 15 de maio, a visita ao presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, tem como motivo formal retribuir a visita que o chefe de Estado fez ao Brasil. Apesar disso, o principal tema a ser tratado pelo governo brasileiro com Teerã será uma solução negociada para crise internacional desencadeada pelo programa nuclear iraniano. Segundo reportagem do Estado, mudanças na agenda de Lula dependerão de mudanças nas discussões sobre o tema energia nuclear que podem acontecer nos próximos meses, entre elas a retomada das negociações da troca de urânio iraniano por combustível nuclear, mediadas pela Agência Internacional de Energia Atômica, ou a imposição de novas sanções ao Irã pelo Conselho Segurança da ONU.
Contrariado com encontro entre Dalai Lama e Obama, governo chinês convoca embaixador americano em Pequim
Por causa do encontro entre o líder espiritual do Tibete Dalai Lama com o presidente americano Barack Obama ocorrido ontem, o governo chinês convocou hoje uma reunião com o embaixador americano em Pequim. De acordo com reportagem do jornal espanhol El Pais, o objetivo é apresentar de uma queixa formal contra o encontro. Segundo nota emitida pelo porta voz do vice ministro de Relações Exteriores da China, a reunião entre Obama e Dalai Lama “viola a aceitação americana de que o Tibete é parte da China e que os Estados Unidos não apóiam sua independência”. O comunicado acusou também Washington de violar gravemente os princípios que regem as leis internacionais e pediu que os Estados Unidos deixem de interferir nos assuntos internos da China.
Tragédia no Haiti foi a mais destrutiva da era moderna
Relatório divulgado ontem pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) conclui que o terremoto que atingiu o Haiti no início do ano e deixou mais de 1,2 milhão de haitianos desabrigados supera em devastação todos os desastres sofridos pela humanidade na era moderna. O documento faz uma análise preliminar dos danos sofridos pelo país durante o terremoto de 7 graus na escala Richter, considerando que o tremor causou a morte ou o desaparecimento de 200.000 a 250.000 pessoas. De acordo com reportagem do Estadão, o prejuízo causado pelo desastre foi de US$ 8 a US$ 14 bilhões.
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