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Autor: JudsOnline         Data de Publicação: 30Jan2010 17:00:00         Comentários: 0        Ler na origem: http://judsonline.blogtok.com/
O fim dos jornais impressos
Já não é de hoje, nem de ontem, do mês ou do ano passado que a circulação dos jornais impressos vem despencando a passos largos mundo afora. Do mesmo modo a publicidade, antes, amplamente vinculada nestes jornais foram reduzidos enormemente. Vários jornais reduziram o número de seus funcionários. Alguns já até fecharam as portas. Foi o caso aqui no Brasil, por exemplo, da Gazeta Mercantil. O mais antigo jornal de economia do país até então, que circulava desde 1920, encerrou sua publicação em Maio de 2009. Atualmente, 430 ex-funcionários da Gazeta estão na Justiça Trabalhista, cujo valor das indenizações previstas somam R$ 240 milhões.

O fim dos jornais impressos está próximo. (JudsOnline.com)A Gazeta Mercantil era administrada pelo grupo CBM (Companhia Brasileira de Multimídia), dona da editora JB e licenciadora da marca. Editora JB, cujo dono é o empresário baiano Nelson Tanure,  e que tenta desesperadamente vender o Jornal do Brasil, também em crise financeira. O Jornal do Brasil já foi oferecido ao Grupo OI, cujo acionista maior é o irmão do Senador Tasso Jereissati, Carlos Jereissati. Também , quem rondou o Jornal do Brasil foi bilionário bispo da IURD, Edir Macedo. Três semanas atrás o bispo Edir Macedo, dono da Rede Record, do portal R7 e dos jornais ‘Folha Universal, Correio do Povo (RS) e Hoje em Dia (MG), ofereceu R$ 50 milhoes pelos jornais cariocas O Dia, Meia Hora e Campeão. A Folha de São Paulo, jornal brasileiro de maior circulação, caiu paulatinamente a cada primeiro trimestre desde 2000. No começo daquele ano, vendia uma média de 429.476 exemplares diários. Veio despencando ano após ano até o recorde negativo do primeiro trimestre de 2009, no qual somente 298.352 exemplares foram vendidos. Em menos de uma década, a Folha perdeu mais de 30% dos seus leitores. Seguindo a trilha ladeira abaixo, o jornal O Estado de São Paulo, Estadão, caiu de 391.023 para 217.414 exemplares diários vendidos. No Rio de Janeiro, além do Jornal do Brasil e O Dia estarem quase falidos, O Globo que tinha média diária de 334.098 exemplares diários vendidos no começo de 2000, fechou o primeiro trimestre de 2009 vendendo 260.869 exemplares por dia. Quedas assim continuam acontecendo nas redações Brasil e mundo afora. Jornais sempre estiveram ligados a interesses políticos. Seja da esquerda defendendo as ideologias socialistas, centro ou direita, com o seu capitalismo selvagem, as redações sempre proliferaram opiniões que interessariam aos grupos e não aos leitores. Naturalmente, os leitores que se identificavam com as opiniões daquele grupo, comprariam também o jornal que falasse a linguagem do determinado grupo. Isso amenizou por enquanto. Antes, os jornais como fontes únicas de opinião, foram perdendo espaço, inicialmente para as rádios, depois as notícias com imagens na TV e agora por fim: a internet. Internet que reune texto, áudio, vídeo e principalmente interatividade instântaneas.O IPad da Apple promete revolucionar o mercado da informação. A aposta é de que as publicações impressas migraram massivamente para o digital. (JudsOnline.com)

O trunfo dos jornais impressos hoje são os bons articulistas, e principalmente, os colunistas. Ninguém compra mais um jornal para ler uma notícia que poderá ser verificada em dezenas de sites na internet. Todos querem saber, em primeira mão, das exclusividades e dos assuntos mais quentes. Tanto que os que ganham mais nas redações, depois do editor-chefe, são os colunistas. Colunas que contam antecipadamente sobre celebridades, curiosidades diárias, que divulgam dados exclusivos e que vasculham a vida dos políticos são ainda as baterias dos jornais. Mas, a circulação dos jornais impressos já tem prazo determinado para acabar. Se antes o Kindle já assustava, com o lançamento do iPad da Apple, decretou o fim do papel impresso com notícias. Especialistas em tecnologia atestam a afirmação de Steve Jobs: "Nós queremos iniciar 2010 com a introdução de um produto verdadeiramente mágico e revolucionário. É muito mais intimista do que um laptop e bem mais capaz do que um celular inteligente". O iPad é um com tudo. Tudo em um. As redações dos jornais pularam de alegria!  Alguns jornais e revistas, como o New York Times e as publicações da Condé Nast, já começaram a desenvolver formatos para serem adaptados ao iPad. Tudo será online.

Martin Nisenholtz, do New York Times, subiu ao palco durante a apresentação de Jobs e comentou sobre o desenvolvimento de um aplicativo especialmente para o iPad. "Queremos misturar o melhor da edição impressa com a edição digital", disse. Jennifer Brook, também do jornal de Nova York, acrescentou que eles conseguiram "capturar a essência da leitura de um jornal". O aplicativo, de acordo com o New York Times, permitirá aos leitores gravar artigos no iPad, alterar as dimensões do texto, mudando o número de colunas, arrastando fotos e exibindo vídeos. "Será tudo o que você sempre amou em um jornal, tudo o que você sempre amou da internet e tudo o que você pode esperar do New York Times", afirmou Brook. Certamente, o jornal impresso acabou. Mas, o IPad ajudará toda a imprensa mundial a se reerguer de uma grave crise financeira, por ser uma plataforma tida como "ideal" para a leitura de jornais online. Aqui no Brasil, ainda demorará um pouco a migração impressa para a leitura no IPad. Possivelmente daqui a 10 anos as redações estarão no caminho inverso contratando novamente.

Leia mais sobre as especificações técnicas do IPad.

Créditos: Conteúdo parcial Yahoo! Brasil

 

Judson Clayton Maciel - SociólogoJudson Clayton Maciel – Sociólogo.

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