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Autor: JudsOnline Data de Publicação: 30Jan2010 16:48:00 Comentários: 0 Ler na origem: http://judsonline.blogtok.com/
O governo esconde e os efeitos da crise ainda persistem
![]() Eis o pensamento capitalista.
Valor Econômico - 28/01/2010. "A pior fase já passou, mas a crise não foi superada e seus efeitos sobre a atividade econômica permanecerão por mais algum tempo. Essa parece ser a avaliação compartilhada pela maioria dos participantes da 40ª edição do Fórum Econômico Mundial, realizado nesta semana, na Suíça. A certeza de que os negócios no mercado financeiro nunca mais serão os mesmos é outro consenso, assim como o temor de que, a qualquer momento, possam materializar-se riscos que ameaçam deter a recuperação global com nova crise. Uma dos principais ameaças: o calote nas dívidas soberanas. Nos próximos anos, veremos alguns defaults", comentou Kenneth Rogoff, professor de economia e políticas públicas da Universidade de Harvard e ex-economista chefe do Fundo Monetário Internacional. Ele chegou a listar a Grécia, a Hungria, a Ucrânia e a Letônia como candidatas ao calote. "O risco de uma crise das dividas soberanas é real", concordou o vice-presidente do Banco do Povo da China, Zhu Min, que participou com Rogoff do painel dedicado à "Próxima Crise Global".
Veja no blog o infográfico a pirâmide do capitalismo
Agora, eis a batalha entre os capitalistas. "Não houve consenso sobre exatamente onde poderá nascer a próxima crise. Além dos ataques que banqueiros, empresários e economistas empreenderam contra o perigo do excesso de intervenção estatal, outro comportamento notável dos quase 2,5 mil participantes do Fórum é a disputa velada entre alguns economistas e investidores do mercado financeiro: os economistas são acusados de excessivamente pessimistas por altos executivos que já identificam, nos mercados, oportunidades de ganhos".
O que isso significa?
O pensamento egotista nas frases acima, denotam que os investidores, banqueiros e economistas, com raras exceções, já estão plantando uma nova idéia de crise econômica mundial. Já se falam nas palavras raízes de qualquer crise financeira: dívidas e calote. O 40º Fórum Econômico Mundial, é realizado apenas de especulações e para especulações. Banqueiros do mundo todo se reunem nas expectativas de como aumentarem seus lucros e ganhos explorando o capital financeiro. Para eles não há limites e tudo é muito pouco. A jogada é sempre a mesma e a crise é nossa. Afinal, quem sofre é sempre o bolso mais frágil. Seguem dados interessantes sobre a economia no Brasil divulgados na Folha de São Paulo (27/01), nesta semana.
"O desemprego, como se temia, aumentou no país. Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), órgão do Ministério do Trabalho, a criação de novos postos em dezembro último (995 mil) foi a menor em quase cinco anos. Alguns setores econômicos tiveram desempenho pífio em 2009. A indústria abriu somente 10 mil vagas. Apenas no Estado de São Paulo, 98 mil vagas foram cortadas, e o horizonte de curto prazo não é muito animador: a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) prevê a recuperação desses postos apenas para 2011. Sobrou para a juventude. Ou pior: faltou. Estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), recentemente divulgado, mostra que o desemprego entre jovens triplicou no período de 1987 a 2007 e aponta, como principal causa, a falta de investimentos na juventude. A educação não é de qualidade, a evasão escolar é elevada e o índice de reprovação, segundo dados da Unesco, é o maior da América Latina. De outro lado, as oportunidades de emprego são poucas, de baixa qualidade, e os jovens acabam por se submeter a postos de trabalho sem carteira assinada, sem férias, sem o 13º salário, sem o FGTS, sem as garantias previdenciárias, enfim, sem os direitos trabalhistas básicos. Junte-se a esse cenário o deficit da Previdência Social, que aumentou 12% no ano passado, alcançando R$ 43,6 bilhões, atingindo o patamar de 1,41% do PIB (antes, representava 1,2% do PIB), e teremos um futuro desolador para a população trabalhadora em geral, e os jovens em especial, caso o governo atual não modifique seu perfil de gastos, deixando de ser tão perdulário e temerário em suas despesas correntes. Não é possível que o governo federal continue gastando como vem fazendo nos últimos anos, escorado em uma política tributária voraz, injusta, inibidora do investimento privado". Após estas constatações, pergunto: A 'marolinha' passou ou sou eu que estou delirando?
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