
No início era o nada. E veio a inspiração divina:
Do nada Ele fez o tudo, e o tudo lhe pareceu pouco.
O infinito... O firmamento...O sol, a lua e as estrelas.
Os mares... os lagos e os rios.
Pison, Ghion, Tigre e Eufrates, nascidos do rio-mãe,
que regava a estância agradável, parte da Obra das obras, do Arquiteto do Universo.
O dia, a noite...As florestas, as flores, todas as cores.
A brisa, as gotas de orvalho.
Os animais da terra, do céu e do mar.
Dimensões e matérias diferentes.
Demonstrando a proporção das obras do Criador.
E naquele jardim de delícias, Ele resolveu enfim, mostrar a sua superação,
e um outro Ser introduzir.
De inteligência, de alma e de fé, o proveria; E Só não lhe permitiria provar do fruto proibido.
E, superação das superações, deu-lhe uma companheira. Extraída de parte sua, para serem imaculados, vivendo no sítio aprazível em harmonia eterna.
Mas veio a desobediência, a vergonha, a expulsão e o medo.
E Homem e Mulher, revestidos de pecado, se entreolham, e percebem que se despiram da inocência e estavam nus.
Teriam que caminhar juntos, sujeitar-se ao trabalho, à dúvida, ao sofrimento, tendo como compromisso a perpetuação da espécie, e como busca constante a felicidade, e a salvação da alma, pela remissão dos seus pecados.
Texto: Autora-Isaura Theodoro
Foto: Gute
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